Turismo de Portugal

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O site www.visitportugal.com venceu o prémio de Melhor Site Oficial de Turismo Mundial dos World Travel Awards e o organismo responsável pela promoção deste sector nacional saiu vitoriosa na categoria de Melhor Organismo Oficial de Turismo Mundial.

Portugal mostra-se ao Mundo com uma imagem algo diferente daquela com que por vezes nos caracterizamos. Por vezes, prolongamos os estereótipos fazendo deles profecias auto-concretizáveis. Acomodamo-nos à imagem que criamos de nós mesmos e vivemo-la internamente.

Quando somos sujeitos à avaliação de terceiros os factos são diferentes. Somos vistos como um povo de trabalho, de superação pessoal, de aculturação positiva em comparação com emigrantes de outras origens.

Estes prémios valem mais do que as categorias a que dizem respeito. Valem pela atestação fidedigna, feita prova, de que somos muito mais do que pensamos ser.

Numa conversa casual, por altura de uma das minhas viagens, uma senhora afirmava-me que tinha adorado o sul do nosso país, que tinha pena de ainda não conhecer o norte e que alimentava o sonho de viver em Portugal. Porque temos mar, temos bom clima, temos qualidade de vida, somos hospitaleiros, temos uma das melhores gastronomias do mundo, temos preços baixos para o nível de vida dos estrangeiros e temos muita História. Ouvir tudo isto da sua voz, numa situação que não exigia qualquer tipo de elogio por simples simpatia, despertou em mim o orgulho de pertencer à nossa gente.

Houve uma altura em que, para além de pensarmos que a galinha da vizinha era melhor do que a nossa, tínhamos mau marketing. Agora, o único passo que nos resta é repetir em surdina que as galinhas alheias não são melhores, são apenas diferentes.

O marketing do Turismo português ganha pelos seus argumentos simples. Não precisamos de elaborações grandiosas,  basta mostrar o que sempre tivemos. Basta demonstrar como somos.

Se isso é suficientemente bom para quem nos vê do lado de fora devia ser motivo de orgulho para nós.

Somos um destino de eleição, mas temos um caminho a percorrer enquanto portadores da nossa identidade nacional.

Há sempre um destino, mas o que conta é a viagem.

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Anormalmente Bom, de Nuno Fontes

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Todos temos ambições. Temos sonhos, planos, projecções. Aguardamos um futuro melhor e fazemos para que isso aconteça (os que o fazem, pelo menos).

Um certo dia, duvidamos. Começamos a questionar se o caminho que escolhemos é aquele que realmente nos dará prazer e felicidade. Desviamo-nos daquela força interior que nos faz acordar motivados e não percebemos porque razão a sensação que antes tínhamos em relação às nossas escolhas mudou.

Anormalmente bom. Isso é o que cada um de nós gostaria de ser. Por isso, alguns de nós compram livros de auto-ajuda com fórmulas quase mágicas para tentar a resolução de todas as dúvidas.

Anormalmente Bom, escrito por Nuno Fontes, é diferente. É não-ficção dentro da ficção e uma compilação de conselhos que nos ajudam a ser cada vez melhores (e anormalmente bons) através da vida aparentemente bem-sucedida duma personagem que é ajudada a reencontrar essa alegria de ser, fazer e estar.

Escrito em formato de romance, Anormalmente Bom leva-nos a acompanhar o percurso de John Gibbins que, apesar de estar bem posicionado profissionalmente, perdeu o prazer em lutar e se encontra numa encruzilhada. Gibbins pensa que talvez não seja talhado para tudo aquilo que sonhou e interioriza isso de forma venenosa no seu desempenho. 

Através duma série de encontros com pessoas anormalmente boas e de várias lições de vida retiradas de histórias de superação alheias, Gibbins permite-se à permeabilidade e à escuta, cumpre um caminho diferente daquele que o levou até aqui e começa a aproximar-se da qualidade anormal ao mesmo tempo que reencontra a alegria. Enquanto isso, leva-nos com ele nesse percurso onde também somos bafejados pelos múltiplos conselhos de ativação energética, desempenho acima da média e prática de excelência.

O livro de Nuno Fontes é perfeito para quem aprecia boas histórias de concretização e é tão indicado para quem adora como para quem detesta livros de auto-ajuda. No fundo, quem quiser ser ajudado através duma checklist de procedimentos pode extraí-la dos conselhos que Gibbins recebe. Quem apenas se dedicar à história do executivo acabará, igualmente, por encontrar todos esses conceitos que dela fazem parte.

Como indicado na sinopse, “ao longo da caminhada, John apercebe-se gradualmente de que ser o melhor significa muito pouco e que lutar diariamente por ser cada vez melhor significa tudo.”

E isto é o mesmo que dizer que há sempre um destino, mas o que conta é a viagem.

Natal

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A época natalícia é fértil em várias dinâmicas. Em termos sociais, motivacionais e, principalmente, económicos, o Natal é um mundo novo a cada ano, pleno de descobertas e oportunidades.

Enquanto proprietário de vários negócios, dentro do Grupo Spoon Eyes, é um prazer ver os clientes deixarem as suas ambições nas nossas mãos, proporcionando-nos a oportunidade de oferecer mais do que um produto ou serviço. A experiência é, sempre, uma das partes determinantes de cada negócio.

Em Portugal, por motivos culturais, somos propensos a fazer negócio à mesa e o Natal é, por definição, uma festa que também se faz na partilha duma refeição copiosa. Até neste pormenor esta época nos facilita a concretização de objectivos.

Para nos estimular ao consumo, enquanto clientes, os descontos multiplicam-se e as mensagens das marcas aumentam a intensidade. Tudo para que os clientes os procurem e se satisfaçam, ou aos seus, com os presentes que todos gostamos de receber.

No Grupo Spoon Eyes, que vos apresentarei em pormenor nesta viagem da blogosfera, temos ao dispor dos nossos clientes uma panóplia de propostas que, ao abrigo de valores de marcas diferentes, mostram àqueles que nos encontram o compromisso da satisfação e do prazer.

Fotografia, vídeo, actividade física, marketing, moda, drone, livros, música…

Dentro deste conjunto de conceitos encerram-se a maioria das nossas propostas e concretiza-se o nosso potencial. Com esforço, dedicação e pensamento virado para o cliente. Tudo o que fazemos é criado ao nosso gosto em consonância com aqueles que gostam de nós.

A mensagem mais importante que o Natal tem para nos dar vai muito além de dinheiro, compras ou luxos. É uma mensagem de paz, plenitude e prazer entre aqueles que amamos. Na Spoon Eyes, usufruimos de todos os momentos, de todos os sorrisos e agradecimentos dos nossos clientes como se duma festa se tratassem porque, afinal, existimos para isso. Concretizamos sonhos, oferecemos estilo, partilhamos emoções e recordações e gravamos na nossa memória cada passo sustentado na procura do sucesso, lado a lado com cada um dos nossos clientes.

Nunca esquecemos que os que nos procuram são mais do que clientes; são pessoas no seu todo. Nunca esquecemos que o Natal, mais do que feito de dinheiro, é feito pela partilha entre pessoas. Nunca nos esquecemos que os nossos erros servem para melhorar, cada dia mais, porque somos pessoas. Nunca desistimos de ser melhores a cada momento que passa, porque somos muito determinados enquanto pessoas.

Por tudo isto, obrigado!

A nossa felicidade é fruto da vossa confiança.

E não se esqueçam: há sempre um destino, mas o que conta é a viagem!

Preconceitos

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Avião como transporte público

Ultimamente, a minha vida tem sido feita a viajar. Já bati a marca dos cinquenta voos e rapidamente baterei a dos cem. A experiência é extraordinária mas, tendo em conta que o avião é, agora, mais utilizado por mim do que o metro ou o autocarro, há várias descobertas a relatar, factos de que nunca antes me tinham falado.Em primeiro lugar, a desorganização. Há aeroportos realmente desorganizados em cidades centrais da Europa. Há atrasos, confusões, adiamentos e antecipações e vários problemas que se tornam totalmente visíveis para os viajantes frequentes. Neste pormenor, tenho sempre dificuldade em encontrar quem consiga bater o desempenho do Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

Meu querido Portugal

Se nisto somos melhores há, por outro lado, um detalhe que é irritante. Viajar com portugueses pode tornar-se doloroso. Talvez pela falta de hábito, menor formação ou apenas um pouco de civilização a menos, podemos encontrar-nos numa situação em que o nosso companheiro do lado não partilha o braço da cadeira, estica as pernas para o nosso espaço, toca-nos sem pedir desculpa, fala alto quando dormimos, etc. No fim, há sempre palmas.

Dói dizer isto, porque o nosso povo é adorável e genuíno, mas ainda tem muito a aprender em relação ao respeito pelos outros dentro dum avião.

Generalização vs diferença

Claro que isto é uma generalização e isso leva-nos a outro preconceito. Quando chegamos a um país com muitos emigrantes portugueses podemos ter duas garantias: todos nos considerarão grandes trabalhadores, à partida, mas também pouco diferenciados, pouco ambiciosos e, por vezes, menos inteligentes.

Como todos sabemos, nem todos somos assim. Há portugueses muito diferenciados, muito capazes, muito inteligentes e, pelo contrário, também há portugueses preguiçosos.

Este tipo de preconceitos pode criar-nos situações estranhas que, em ambiente confinado, como um avião, são tão ou mais constrangedoras que a realidade que relato acima.

Quebrar barreiras

Em suma, temos de ter a consciência de que os preconceitos também sofrem de geolocalização. Além dos padrões culturais, a percepção que algumas gerações anteriores criaram pode influenciar o tratamento que temos hoje. Se não nos rendermos a esses factores exógenos seremos claramente mais proativos e, em consequência, mais objectivos concretizaremos.
Caso deixemos que isso nos afecte teremos o imediato prejuízo pessoal de ficarmos pelo caminho e perpetuaremos essas ideias generalizadas que tanto nos podem incomodar.
Temos de dar abertura aos outros para os percebermos como pessoas e não como cidadãos dum país ou representantes duma cultura. É a interação que dita a reciprocidade, pois a abertura que dermos, grosso modo, receberemos. Também aqui há um objectivo, um fim, mas é o caminho interpessoal que mais importa. Afinal, também entre pessoas há sempre um destino, mas o que conta é a viagem.