Paco e Amplifica-Dor: Histórias de pró-actividade alheia

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Falar de empreendedorismo pode tornar-se algo vazio se não associarmos o conceito às pessoas. É através de cada um de nós que esta atitude se materializa e é no nosso círculo de conhecimentos que ela se reproduz.

Quando comecei a escrever não existiam redes sociais e, hoje, a literatura que as inunda não é, de todo, a mais prodigiosa. Enfrentei algumas dessas barreiras ora sozinho, ora com a ajuda de um círculo muito restrito.

Hoje, com um caminho construído à minha imagem, com opções muito próprias, sinto que essas dificuldades poderiam ter sido ultrapassadas de outra forma. Por isso, quando tenho oportunidade de apresentar a iniciativa de terceiros faço-o com gosto, cumprindo o lado positivo das teorias cármicas que tanto aplicamos pelo seu lado negro.Captura de ecrã 2018-12-04, às 22.27.28

O que explico no artigo anterior sobre o turismo, passa-se também na música. Não é preciso procurar longe para encontrar o que pensávamos ser um exclusivo de outras paragens. Não é preciso ir até Nova York para ter letras de rap duras. Não é preciso ir a San Diego para encontrar os novos Blink 182.

Paco, do colectivo 4T4 Team, e os Amplifica-Dor chegam até nós pelos meios digitais preferidos dos Millenials, a sua geração. Para trás fica o tempo em que a dependência de grandes labels faziam o talento dispersar-se até ao desaparecimento.

Podemos optar pelo realismo das palavras de Paco ou pelo ritmo empolgante dos Amplifica-Dor, mas em nenhum dos casos seremos indiferentes às mensagens que transmitem. O quotidiano de toda uma geração que sofre com as pressões sociais, que sente que o mundo a encurrala para a mediocridade ou que a obriga a ser mais do que que já existe.

Dependendo dos gostos o impacto será diferente, mas a iniciativa é de louvar em qualquer dos casos. De um lado as poderosas batidas, do outro as melodias electrizantes, ambos nos levam até ao mesmo capítulo que todos temos de percorrer para nos soltarmos dos grilhões do quotidiano e dar asas à criatividade.

Usufruam do rap de Paco ou do punk rock de Amplifica-Dor.

A continuarem com esta energia, o destino é o sucesso. Que o caminho seja também de diversão porque há sempre um destino, mas o que conta é a viagem.

Links e Fichas técnicas:

F*CK THEM – Paco

https://www.youtube.com/watch?v=6fUrfTdPgSA

Letra e Voz: Paco (4T4 Team) – https://www.instagram.com/paco4t4

Gravação, mix e masterização: Duplo (RockitMusic) – http://www.instagram.com/duplo_rm

Produção: Northside – http://www.instagram.com/silva_4405

SOFIA – Amplifica-Dor

https://www.youtube.com/watch?v=jR6xqVgL_Ts

Áudio

Música, letra, arranjo e produção: Amplifica-Dor –http://www.instagram.com/amplifica_dor

Voz e baixo: Pedro Rafael – http://www.instagram.com/iampedrorafael

Guitarra: Hugo Alberto – http://www.instagram.com/portuguese.idiot

Bateria: Pedro Gonçalves – http://www.instagram.com/li_n8mare

Vídeo

Elenco

Sofia

Inês Drumond – http://www.instagram.com/kaleidoscop.e.eyes

Rockeiros

David Silva – http://www.instagram.com/david_morais5

Pedro Mateus – http://www.instagram.com/pedro_mateux

Juliana Santos

Desportistas

Ricardo Pina – http://www.instagram.com/_sl0thz_

Maria Seabra – http://www.instagram.com/mariajseabra 

Gonçalo Fonseca – http://www.instagram.com/goncalo_fonseca_

Nerds

Miguel Mota – http://www.instagram.com/mm_atoa 

Hugo Gonçalves – http://www.instagram.com/hugof.goncalves

Má Vida

Sofia Silva – http://www.instagram.com/_sofiaraquel_ 

Gustavo Carneiro – http://www.instagram.com/gustavo.carneiro.5205

Figuração e Técnica

Inês Tavares – http://www.instagram.com/_ines_tavaresxx

Sílvia Martins – http://www.instagram.com/s.martinss

Catarina Gomes – http://www.instagram.com/catgpinto

Francisco Teixeira – http://www.instagram.com/frankteixeira22

Maria Ruão – http://www.instagram.com/mariaruao

David Silva – http://www.instagram.com/itsdsilva182

Miguel Rangel – http://www.instagram.com/themiguelrangel

Diana Gonçalves – http://www.instagram.com/dianaisg

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Turismo de Portugal

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O site www.visitportugal.com venceu o prémio de Melhor Site Oficial de Turismo Mundial dos World Travel Awards e o organismo responsável pela promoção deste sector nacional saiu vitoriosa na categoria de Melhor Organismo Oficial de Turismo Mundial.

Portugal mostra-se ao Mundo com uma imagem algo diferente daquela com que por vezes nos caracterizamos. Por vezes, prolongamos os estereótipos fazendo deles profecias auto-concretizáveis. Acomodamo-nos à imagem que criamos de nós mesmos e vivemo-la internamente.

Quando somos sujeitos à avaliação de terceiros os factos são diferentes. Somos vistos como um povo de trabalho, de superação pessoal, de aculturação positiva em comparação com emigrantes de outras origens.

Estes prémios valem mais do que as categorias a que dizem respeito. Valem pela atestação fidedigna, feita prova, de que somos muito mais do que pensamos ser.

Numa conversa casual, por altura de uma das minhas viagens, uma senhora afirmava-me que tinha adorado o sul do nosso país, que tinha pena de ainda não conhecer o norte e que alimentava o sonho de viver em Portugal. Porque temos mar, temos bom clima, temos qualidade de vida, somos hospitaleiros, temos uma das melhores gastronomias do mundo, temos preços baixos para o nível de vida dos estrangeiros e temos muita História. Ouvir tudo isto da sua voz, numa situação que não exigia qualquer tipo de elogio por simples simpatia, despertou em mim o orgulho de pertencer à nossa gente.

Houve uma altura em que, para além de pensarmos que a galinha da vizinha era melhor do que a nossa, tínhamos mau marketing. Agora, o único passo que nos resta é repetir em surdina que as galinhas alheias não são melhores, são apenas diferentes.

O marketing do Turismo português ganha pelos seus argumentos simples. Não precisamos de elaborações grandiosas,  basta mostrar o que sempre tivemos. Basta demonstrar como somos.

Se isso é suficientemente bom para quem nos vê do lado de fora devia ser motivo de orgulho para nós.

Somos um destino de eleição, mas temos um caminho a percorrer enquanto portadores da nossa identidade nacional.

Há sempre um destino, mas o que conta é a viagem.

Black Friday

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O termo Black Friday foi talhado como referência a uma crise financeira. A especulação do preço do ouro no final do século XIX, nos Estados Unidos, deu origem à desordem negra no mundo financeiro do País. A História prova-nos recorrentemente que é cíclica, certo?

Mais tarde, associou-se a expressão à passagem do vermelho ao preto (“from red to black”) no Thanksgiving, cores usadas na contabilidade dos retalhistas para representar o prejuízo e o lucro, respectivamente.

Houve ainda um período onde Black Friday era realmente negra devido à afluência de compradores histéricos e do aumento de criminalidade associada às multidões.

A reinvenção moderna deste dia relaciona-se mais com a imagem do lucro do que com os problemas apontados por outras versões, um toque de Midas comunicacional que permitiu associar os saldos absurdos a algo que poderia ter-se mantido como uma memória colectiva negativa.

Será que, afinal, a Black Friday deixou de ser tão negra?

Para as contas dos comerciantes, como antes, o negro é uma boa cor. Neste dia, ou período no caso das lojas que alargam o prazo a todo o fim-de-semana, nada melhor do que uma multidão que procura os seus produtos de forma despreocupada e apressada. É saudável e garante o início do período natalício que salvará a contabilidade até Março do ano seguinte.

Se analisarmos o fenómeno à luz de hoje e com um pouco mais de cepticismo o que o panorama  nos oferece é algo mais psicológico do que efectivo.

Todos temos acesso às mesmas notícias e aos comunicados da defesa do consumidor que alertam para preços iguais ou mais altos quando comparados com outras datas. É aqui que o efeito de grupo (ou de manada, se formos mais específicos e mais agressivos) entra em cena.

Abre-se o pano e eis a ribalta das lojas apinhada de gente que quer prioridade na altura da escolha dos produtos a preço de saldo. Já não importa que os preços não sejam assim tão baixos ou que tenham sido artificialmente aumentados no dia anterior para baixarem na Black Friday. O que mais interessa é chegar primeiro, participar da loucura, estar presente no evento mundial em que o dia se tornou.

Sabemos que o impulso é o maior inimigo das contas pessoais. Não podemos fugir dele, porque havemos de senti-lo mais cedo ou mais tarde, mas podemos controlá-lo.

A única forma séria de o fazer sem ficar alienado da febre e enclausurado em casa é procurar apenas os produtos que seguimos há algum tempo. Um casaco que desejamos há meses, aquela câmara fotográfica que andamos a namorar ou o jogo de vídeo que todos já têm mas cujo preço de lançamento achámos caro. Já conhecemos os preços normais desses produtos, por isso, se a promoção prometida existir na realidade é fácil saber se estamos a comprar bem.

Corremos o risco do preço ser igual e de ainda assim adquirirmos o produto. Uns são mais resistentes do que outros, mas ninguém é imune à manada.

Isto dito, não há que penalizar a Black Friday. Tem o nome perfeito. É negra no estacionamento livre, na confusão e, potencialmente, nas carteiras dos consumidores. É negra para os comerciantes se o negro for sinónimo de contas douradas. É negra porque percebemos quão pouco reflectem alguns quando a manada os impulsiona.

Faz parte das nossas viagens de consumidores. Devemos usufruir dela sem remorços e para isso tem de haver algum controlo.

Afinal, há sempre um destino, mas o que conta é a viagem.

 

Competição vs. Cooperação

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Competição é uma palavra muitas vezes conotada com uma atitude negativa. Como a Natureza é mais forte do que nós, a competição é algo inerente ao ser humano. Não lhe podemos fugir e, em última análise, dependemos dela enquanto espécie.
Fazendo parte do processo evolutivo a que todos estamos sujeitos enquanto pessoas, em qualquer das múltiplas dinâmicas da nossa vida, temos de participar na vida activa através dela.
Por outro lado, é indissociável da cooperação. São irmãs, duas faces da mesma moeda, ying e yang do nosso quotidiano.

Treinei jiu-jitsu durante pouco mais de um ano. Fui convidado pelo meu amigo Ricardo Silva a fazer um treino e, quando dei por mim, fazia uma aula de treino funcional antes dum treino de jiu-jitsu logo após uma noite inteira de trabalho. O meu objectivo era unicamente físico, o treino pelo treino. Até que a época das competições se começou a aproximar e, com alguma pressão positiva do Ricardo para participar fiquei reticente.

Foi uma frase do mestre Marcus Santos que selou a mudança de ideias que o Ricardo conseguiu operar em mim. O jiu-jitsu, como experiência muito positiva de superação, mudou certos conceitos da minha vida, mas continuava apenas a ser uma arte para mim. Até que o Marcus nos disse: “Quem diz que não quer competir está a enganar-se. Todos os dias competimos. Competimos por um emprego, competimos por uma promoção, competimos por um lugar mais adiantado numa fila… Estamos sempre a competir.”

Decidi participar no Campeonato Luso-Galaico. Foi a minha única e muito breve competição, porque a vida muda e acabei por me afastar da modalidade.
Curiosamente, depois de decidir competir começou a cooperação. A preparação para um campeonato é feita através de muita interajuda dentro duma academia. Preparamo-nos e ajudamos os nossos colegas a preparar-se para competir contra outras academias através da intensidade e da entrega que damos aos treinos.
Foram estes colegas os que primeiro me testaram e, posso garantir, os que me proporcionaram os combates mais duros e as finalizações mais difíceis para o ego.

O mesmo acontece na nossa vida. Este episódio no jiu-jitsu é a metáfora perfeita para qualquer actividade, nomeadamente para os negócios ou para a nossa vida profissional. Dentro duma estrutura empresarial continuam a existir objectivos pessoais. Um funcionário que quer um aumento, outro uma promoção e outro mudar de sector.
Para que possam cumprir os seus próprios sonhos a empresa tem de se manter funcional e saudável. Para competirem entre si têm de cooperar.

Um ambiente de recompensas através de objectivos funciona exactamente assim. Promete-se um prémio aos mais produtivos, aos “mais fortes”, sabendo que essa competição interna trará impulso para todo o ambiente corporativo, alavancando também os “mais fracos”.

Vendo bem, sob esta perspectiva, este título está errado, porque a competição não antagoniza a cooperação. Competem entre si por um lugar nas nossas vidas, cooperando no nosso crescimento e fazendo parte do nosso progresso.
Porque há sempre um destino, mas o que conta é a viagem.

Métricas

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Ser trabalhador é bom. Ser consistente é óptimo. Cumprir objectivos é sensacional. Mas há perigos nas métricas.

Quando estabelecemos aquilo que queremos atingir fazemo-lo de forma fácil. A ideia pode estar já na nossa cabeça, percorrer o nosso inconsciente e a decisão acaba por ser imediata. A colocação em prática é sempre a parte mais difícil. Sabemos que temos de ter força para começar e aumentá-la para manter os nossos padrões. É por isso que nos servimos de métricas.

Para escrever um livro podemos definir o número de palavras; para vender um produto definimos o número de vendas que nos dará lucro; para viajar definimos o número de cidades que queremos ver e, nelas, os monumentos que queremos visitar.

E se tal não se der? É aí que entra a angústia. A sensação de ter falhado. Não damos espaço para o improviso, para o expontâneo. Não cedemos à novidade e podemos, por isso, perder até algumas das maiores vantagens de sairmos do sítio.

Ter métricas não é, por si só, desvantajoso. Pelo contrário, elas podem ajudar-nos a chegar onde queremos.

Ser dependente das métricas, isso sim, é péssimo. Devemos fazer o que queremos, o que gostamos, como gostamos e no tempo que nos aprouver. Podemos ter de cumprir prazos, é certo, mas devemos cumpri-los à nossa maneira.

Não há fórmula que se aplique a nós. Existem apenas os nossos meios, as nossas ideias.

É preciso concretizar, mas também é preciso ser livre.

Afinal, há sempre um destino, mas o que conta é a viagem.

O poder da preparação

Todos conhecemos aquele conselho que nos pode ser dado por qualquer familiar ou amigo: atenção às consequências dos teus actos. 

Por outro lado, existe uma ligeira tendência em não acreditarmos que aqueles que estão ao nosso lado possam ter interesses pessoais que se sobreponham a relação. 

Todos conhecemos, ainda, situações de simbiose, parecerias e sociedades que acabam com famílias e patrimónios de um dia para o outro. Separam-se aqueles que antes colaboravam e a relação esfria-se ao ponto de não interessar a nenhum dos dois lados o caminho do outro.

Esta é a história duma vitória em tribunal que muito nos deu que fazer. Uma adversidade que provou um ponto de vista que eu tenho desde sempre: a preparação é algo que costuma resultar em vitórias. Elmer Letterman disse uma frase que costumo usar no meu e-mail. “ Sorte é quando a preparação encontra a oportunidade.” Foi exactamente isso que ficou provado há poucos meses com aquela vitória.

Mas afinal o que tem de tão saboroso ganhar um processo judicial? A história. É uma história de manipulação, orgulho, desrespeito, oportunismo. Tem todos os traços típicos de série: vários episódios, envolvimento policial, corrupção, políticos surdos, morte, investigação provocativa…

O cuidado com que nos preparamos para o processo é algo impossível de descrever. A mim dá-me imenso prazer ler e procurar, pelo que houve um lado de prazer em procurar todas as subtilezas que tinham de ser apresentadas como prova da nossa inocência. 

Estava preparado e costumo estar um passo à frente. 

Foi, também por isto, uma experiência que nos deu mais força para continuar. Temos os nossos negócios, as nossas carreiras e, acima de tudo, os nossos sentimentos e valores. Respeitamos isso acima de tudo e queremos que todos respeitem também. 

O vídeo que se apresenta neste post é exactamente a celebração dessa vitória contra o desrespeito pelo trabalho digno que cada um faz. 

Sabemos que é difícil remar contra a corrente. Foi o que fizemos por sermos menos em número. Não basta força de braços para os remos, é preciso força mental para quando nos parece que estamos no mesmo sítio. 

Sim, é muito difícil remar contra a corrente, mas apenas aquele que o fazem podem beber da água mais fresca da fonte.

Enquanto isso, devemos divertir-nos com a paisagem das margens, para não custar tanto. Afinal, há sempre um destino, mas o que conta é a viagem.

 

 

A Lei de Pareto e o serviço

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Segundo a Lei de Pareto, 80% dos clientes geram 20% das receitas ao passo que 20% dos clientes geram 80% das receitas. Esta Lei, segundo os seus apoiantes, aplica-se a praticamente todas as situações e sempre na proporção de 80/20.

Por isso, quando iniciei todas as minhas actividades de negócio e quando enfrentei todos os arautos da desgraça que afirmavam, peremptoriamente, que a concorrência é feroz, numerosa e impossível de bater, lembrei-me e defendi-me (como se precisasse ou tivesse alguma prova a dar) da relação entre a Lei de Pareto e o serviço.

20% das empresas fica com 80% dos clientes. Estas são as que prestam os melhores serviços. Isto significa que 80% das empresas está a manter-se, apenas, com o mínimo indispensável e, com cuidado, atenção e um serviço de qualidade são facilmente suplantadas.

Em suma, relacionando a Lei de Pareto com a prestação do serviço, para se atingir o mercado com eficiência basta localizar a nossa qualidade nos 20% superiores. Desta forma, estaremos à frente de 80% dos nossos concorrentes e a usufruir da grande maioria dos rendimentos do mercado em que nos aplicamos.

Até no que toca a leis, clientes e rendimentos há sempre um destino, mas o que conta é a viagem.